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Designer de Joias, por dentro da profissão!

A designer de joias e ourives Flávia Madeira tem muito a ensinar sobre criatividade e persistência na busca de uma profissão que faça sentido. Para ela, o cotidiano é uma inspiração e em suas mãos objetos e materiais triviais como conchas e parafusos se transformam em anéis, brincos, colares, broches e pingentes nada convencionais e… Maravilhosos! Confira agora mesmo.

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Como foi sua trajetória profissional até se tornar designer de joias?
Flávia Madeira: Estudei Relações Públicas e Administração de Empresas, mas senti que precisava de algo que me desse mais empolgação, alegria, algo em que eu também tivesse mais habilidade. Depois de algumas viagens, comecei a estudar no IED [Instituto Europeo di Design]. Lá, conheci uma turma criativa e juntos trabalhamos na Arezzo.

Como foi esse “despertar” para a criação de joias?
Viajei para a Grécia e fiquei muito encantada com uma lojinha em Santorini. Era pequenininha, com joias de tecido. Aquelas preciosidades desconstruíram minhas referências de joias. Assim que aterrissei em São Paulo, comecei a fazer um curso de ourivesaria tradicional, foi quando encontrei a empolgação que estava faltando e a habilidade que eu precisava.

Como começou a criar sua marca e a primeira coleção?
Eu era jovem, não sabia qual caminho seguir na IED. Então, trabalhei com outras coisas no mercado da moda, até que depois de uma demissão comecei a me dedicar às joias. Só que, minha credibilidade na família era bem ruim, porque já era a terceira vez que eu mudava de profissão.

Sua família não apoiou?
Meu pai não botava muita fé, ele falava: “é mais uma invenção da Flávia”. Contudo, minha paixão pelos processos da oficina e da ourivesaria, além da grana curta, tudo isso me fez homenagear as ferramentas. Comecei a criar peças com parafusos de latão e moedas. Foi assim que comecei minha marca, dando a objetos praticamente descartáveis com uma nova cara. Um bom exemplo é moeda do Machado de Assis, que virou broche.

Quem é a Flávia que cria?
Uma menina brincalhona, que sempre quis fazer peças com histórias. As minhas joias não são só belas, elas conversam com as minhas clientes. E é engraçado porque cada símbolo genérico tem um significado diferente para cada cliente. Isso me encanta! Na coleção do ano passado, os pregadores despertaram a personalidade de cada pessoa. Acabo sendo um canal que propõe coisas novas. Para mim, é muito importante que a cliente se sinta única. Essa perspectiva passa pelas minhas joias. Gosto de criar algo que não existe, trabalhando com diversos materiais, saindo do endurecido, do engessado do meu setor.

Qual é sua técnica de criação?
3D é uma das técnicas mais importantes para o ateliê. Cerca de 70% das minha das minhas peças são feitas em matriz 3D. Uso desde as milenares até as mais tecnológicas. No final, contudo, as joias sempre passam pelas minhas mãos, para dar o último acabamento.

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Como tem sido a recepção de suas criações?
Desde o começo as pessoas sempre ficaram muito encantadas, e isso me dá mais gás para continuar, para homenagear os processos. Só que até hoje é difícil conquistar pessoas mais tradicionais, porque elas querem investir apenas em peças de puro marketing.

Como é sua rotina de estudos, de pesquisa de referências e da própria produção? Há um cronograma?
A rotina dos meus estudos vem dos desdobramentos de desafios em que minhas criações me colocam. Minhas pesquisas partem de meus interesses que transitam entre arquitetura e química, orgânico e geométrico, fossil e tech. O cronograma é baseado no ritmo da técnica necessária para a criação do momento, combinado com a logística de produção das joias permanentes.

A Equipe Opte+ adorou conversar com a querida Flávia Madeira, e vocês, gostaram? Comente nos comentários.

 

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