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Gratidão é exercício de se abrir para os outros

O que é ser grato? Que tipo de sensação vive aquele que exerce a gratidão? E por quais razões devemos ser gratos? Gratidão é exercício de se abrir para os outros?

Um dos sentimentos mais “na moda” em nosso tempo, a gratidão é exibida em frases no Instagram e em posturas corporais que muitas vezes deixam de lado o seu verdadeiro sentido: o de um lembrete das obrigações para com as outras pessoas – e não consigo mesmo.

Essa ideia é do sociólogo alemão Georg Simmel. Para ele, gratidão é como “a memória moral da humanidade”. Ou seja, ela não pode existir sozinha, ou de determinada pessoa para com ela mesma. A gratidão é uma emoção moral que conecta à sociedade. Gratidão é exercício de se abrir para os outros. Bonito na teoria, difícil na prática.

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Em tempos de individualismo exacerbado, escolher ser verdadeiramente grato é muito mais difícil, porque implica olhar para fora, deixar de lado desejos pessoais, levar o outro em consideração. Uma vez que ninguém é grato pelos direitos que têm, para praticar a gratidão é preciso não esperar nada de ninguém.

É por isso que ao longo da História a gratidão sempre foi muito bem vista. Sinônimo de virtude daquele que a exerce, é um dos valores que se espera de todo aquele que vive em comunidade. Não importa a cultura – ou importa pouco – expressões de gratidão são aspectos básicos do tratar diário. Ainda que banal, um “obrigado” dito com sinceridade – ou recebido – tem o poder de transformar relações ou simplesmente mudar o mood de um dia.

Pessoas gratas são mais agradáveis e menos narcisistas, por isso mesmo são muito raras. Para muito além da imagem zen, quem é grato de verdade costuma ser mais discreto e ponderado.

Por que é a gratidão é tão poderosa assim?

Com raízes em muitas tradições religiosas, a gratidão é discutida desde a Antiguidade. Só se desenvolve uma personalidade moral – ou seja, a que tem responsabilidade pelas próprias ações – se se aprende a ser grato. Acreditava o filósofo britânico Adam Smith que a gratidão resulta em bem-estar social.

Por quê?

Simples. Quando se exerce a gratidão, se estabelece uma conexão, um laço entre as pessoas envolvidas. Entre aquele que beneficiou e aquele que foi beneficiado. Nenhum deve mais do que o outro, ainda que aquele que recebeu nutra sentimentos mais profundos.

Há outro aspecto importantíssimo: quando se faz algo gratuito para alguém, é natural que esse alguém fique motivado a praticar ações altruístas com outras pessoas, daí se forma uma “corrente do bem”.

É importante salientar que a gratidão só se instala nas emoções quando aquele que beneficia o faz com intenção. É raro que pessoas sejam gratas por aquilo que não foi dado com o “coração”. Certo ou errado, é mais ou menos assim que funciona.

O que significa ser uma pessoa grata?

A pessoa grata aprecia aquilo que recebe de alguém e reage emocionalmente à atitude e à pessoa. Ela também passa a nutrir sentimentos positivos por essa pessoa. Por fim, ela tem dimensão do “custo” daquela ação, monetário ou meramente de esforço ou de afeto.

Para encerrar, é importante meditar na famosa frase de Gandhi que diz: “Olho por olho e o mundo acabará cego”. Na medida em que a vida é guiada apenas por direitos e deveres, acaba-se perdendo não apenas a capacidade de ser grato, como também de perdoar. É constatado que pessoas gratas perdoam com mais facilidade.

Há ou não muitas razões para se praticar a real gratidão? Com certeza, sim: pensar nos outros produz estados mentais positivos, torna a pessoa mais entusiástica, mais determinada, mais generosa e atenciosas, o que, naturalmente, a torna mais amada.

O Blog OpteMais ama cada um de nossos leitores e esperamos que vocês se amem do jeito que nasceram para brilhar no Mundo.

Equipe OpteMais

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