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Mulheres empreendedoras que revolucionam a moda

A americana Emily Ewell conversou com o Opte+ sobre a Revolução da Moda Feminina e a produção de conteúdo que visa o autoconhecimento da mulher. Confira!

Como a engenheira virou essa grande empreendedora?
Engenheiras, normalmente, são preparadas para resolver problemas, ajeitar as coisas de modo geral. Conseguimos criar soluções e resultados importantes, principalmente quando aliados à tecnologia. Creio que foi isso que ocorreu na minha trajetória profissional.

A moda consciente, sustentável ou slow fashion é o que vai fazer a diferença no futuro?
Sim, porque existe uma grande onda de empresas indo contra a cultura de comprar por comprar. Aos poucos, as pessoas estão se despertando para o consumo consciente. Se anteriormente elas tinham um monte de coisas que talvez nem usassem, agora elas estão analisando os impactos desse hábito, em suas casas e nas empresas em que trabalham, e de alguma forma estão consumindo melhor.

Há a possibilidade de regredirmos?
Creio que o consumo consciente e sustentável é um caminho sem volta. O mercado está se movendo. Então, se uma empresa não for sustentável, no futuro próximo ela não vai conseguir se consolidar.

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Como podemos contribuir na diminuição dos impactos ambientais?
Devemos nos responsabilizar individualmente e culturalmente. Temos que enaltecer esse movimento de consumo consciente, que é contrário à poluição. Aqui, no Brasil, devemos tomar como base a Europa, onde o debate está bem à frente, onde os governos e as regulamentações estão visando um futuro melhor.

Qual é a importância das marcas femininas no autoconhecimento das mulheres?
É importante que produtos levem a experiências que nos aproximam do nosso corpo. Por exemplo, desconstruir a menstruação e quebrar barreiras – nem que sejam as mentais – por meio de exercícios como yôga, meditação ou qualquer outra atividade que nos aproxime do autoconhecimento.

Por quê?
O autoconhecimento é essencial. É necessário se entender melhor, se amar mais e, assim, ter mais capacidade para gerar amor ao próximo.

Crê que o Brasil está atrasado no tratar desses assuntos?
Não acho. Mas na América Latina há mais machismo do que em outros países. Na Suécia, por exemplo, pais tiram licença maternidade ou paternidade. Enquanto um dos dois vai trabalhar o outro fica em casa cuidando da criança. No Brasil, um cenário como esse demorará muito tempo para acontecer. Mas não é só na América Latina, nos Estados Unidos também o cenário de licença paternidade não é forte. Mas acho que a conversa no Brasil é bem aberta, entre as mulheres e as marcas. A comunidade está crescendo bem.

Quais mulheres empreendedoras a inspiram?
Sempre me senti inspirada por mulheres que romperam com os padrões, seja na ciência, no social ou empreendedorismo como Rosalind Franklin, Maya Angelou, Amelia Earhart e Sara Blakely. Todas essas mulheres não aceitaram as inadequações do seu tempo, elas decidiram trabalhar por mudanças duradouras para a próxima geração de mulheres.

Segundo dados da W20, as mulheres ainda ganham 30% a menos do que os homens, e são só um terço da força de trabalho do mundo. Qual é sua leitura sobre o cenário brasileiro?
Acredito que precisamos apoiar culturas corporativas que compensem o desempenho e a produção versus qualquer relação com gênero, idade, etnia ou status. Ao democratizar o ambiente de trabalho, seremos capazes de perceber o potencial da força de trabalho e começaremos a recompensar os indivíduos por sua capacidade de crescer e se desenvolver. Apoiar a diversidade – em perspectiva, experiência e pressupostos – também é um critério para o sucesso de qualquer negócio. Infelizmente, há empresas que estão limitando sua própria capacidade de inovar e criar significado no mercado.

Educação é o caminho para termos mais empreendedoras mulheres no mercado?
Com educação – forte ética de trabalho e atitude de solução de problemas – as mulheres farão mudanças no mercado. É importante não aceitar o status quo e estar preparada para trabalhar duro, porque não é fácil! Venho de um background muito tradicional, em experiência corporativa farmacêutica e de consultoria, e até mesmo num cenário global, com líderes em todo o mundo, é difícil encontrar mulheres no topo. Nós realmente precisamos mudar isso.

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A ONU tem o projeto “Empower Women” que conta com 7 princípios de empoderamento. A seu ver, esses princípios devem ser enaltecidos ou deveriam já fazer parte do nosso dia a dia?
Amo essas diretrizes como uma lista básica de “to do’s” para empresas que querem criar e incentivar uma cultura que apoia as mulheres. Acredito que muitas indústrias tradicionais precisam dessa diretriz para, pelo menos, dar o pontapé inicial. Além das mulheres, quanto mais promovermos o respeito pela identidade individual e a escolha individual, sem projetar nossas crenças pessoais ou julgamentos sobre os outros, mais transformaremos a cultura corporativa para todas as minorias.

Esperamos que este bate papo com a norte americana, tenha te iluminado sobre a revolução da moda! Compartilha e manda o artigo pra seus amigos e comenta sua opinião ou duvidas.

Equipe Opte+

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