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Solidão: Amiga ou Inimiga?

Solidão: Amiga ou Inimiga?

Cleunice Paez é psicóloga e conversou com o Opte+ sobre solidão. Ela explica a diferença entre “estar só” e “se sentir só”. Qual é a importância de se ter um tempo para si e deixar que quem se ama tenha também sua própria individualidade?

Ainda existe o mito de que uma pessoa sozinha é uma pessoa que não é digna de ser amada?
Bom, eu não diria que uma pessoa sozinha não é digna de ser amada, mas pode, sim, afastar pretendentes ou amigos, por considerarem que existe “algum problema com essa pessoa”, porque há a crença de que se a pessoa está sozinha é porque “deve ter algum problema”. As pessoas julgam demais, são egoístas, não aceitam que o outro pode estar só. De qualquer forma, todos nós somos dignos de ser amados.

E quem gosta demais de ficar só? Pode ser uma patologia?
Gostar de ficar só pode ser uma opção sem prejuízos. Consideramos uma disfunção no quesito social apenas quando a pessoa para de sair com os amigos e familiares. Chamamos de padrão de isolamento social, e isso geralmente traz prejuízos.

O que mais é uma patologia?
Consideramos uma patologia o transtorno de personalidade esquizoide, que geralmente são pessoas que gostam de ficar só, tem uma apatia envolvida e distanciamento afetivo. Avaliar o que é patologia, vai depender muito do diagnóstico e seus prejuízos.

Há uma medida saudável para ficar só? Ou depende de pessoa para pessoa?
A medida saudável para a pessoa é aquela em que ela consegue aproveitar o “estar só” sem se “sentir só”. Isso depende de pessoa para pessoa. Por uns isso é visto como algo criticável e por outros há a total compreensão de que todos precisam desse momento sozinho.

Em tempos de enxurrada de informação e interações virtuais, abrir espaço na agenda para ficar só e em silêncio traz benefícios para a saúde emocional?
Com certeza. As mídias sociais nos trazem muitas informações e por vezes perdemos tempo com coisas que não nos acrescenta em nada. Saber selecionar em que você gasta seu tempo é fundamental. Uma das técnicas que mais tem crescido é a meditação, apesar de muitos ainda acreditarem que é difícil ou que é preciso um local específico. Ainda assim, percebo que muitas pessoas têm encontrado sua forma de meditar, esvaziar a mente. Isso faz um bem enorme. Você foca melhor nas suas decisões.

Pessoas casadas – ou que moram junto com outras pessoas – devem criar espaços para suas solidões? É importante não entender isso como rejeição?
Sentir solidão e se sentir bem, estando só, são coisas bem diferentes. Acredito que mesmo o casal fazendo tudo junto, cada um precisa do seu momento sozinho, sim. Esses momentos são para pensar e elaborar as próprias questões, resgatar a própria individualidade. Numa união, nunca podemos esquecer nosso eu, nossas coisas pessoais que gostamos de fazer sozinhos e um deve respeitar o espaço do outro. Isso faz bem para o relacionamento.

Esperamos que você seja sua melhor companhia, pois não exitse amor maior do que o próprio.

Equipe Opte+

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